A INFLUÊNCIA DA MASSAGEM SHANTALA NO TÔNUS MUSCULAR DE CRIANÇAS PORTADORAS DE PARALISIA CEREBRAL DO TIPO TETRAPARESIA ESPÁSTICA E ATETÓIDE

 

Karoline Marceli Hardt (aluno/apresentador)

 

Soraya Saenger (aluno/apresentador)

 

Janaína Real de Moraes (ORIENTADORA)

 

(LABEC - Laboratório para Estudos da Criança, Departamento de Fisioterapia, Centro de Ciências da Saúde, Fundação Universidade Regional de Blumenau)

 

(INTRODUÇÃO) As crianças com Paralisia Cerebral atetóides e espásticas possuem o tônus muscular aumentado, impedindo a realização de movimentos funcionais, posicionamento adequado e relaxamento muscular. (OBJETIVOS) Avaliar a qualidade do tônus muscular através da Escala de Ashworth antes e após a aplicação da massagem Shantala. (METODOLOGIA) A pesquisa foi realizada nas APAEs de Blumenau-SC e Timbó-SC, com 3 crianças com idade entre 2 a 5 anos, sendo uma criança com tetraparesia atetóide com espasticidade, uma com tetraparesia espástica, e outra com tetraparesia atetóide do tipo distônica, a massagem foi aplicada 2 vezes por semana, durante 2 meses, com a criança em postura de inibição reflexa, a análise dos resultados foi realizada individualmente através de gráficos de colunas constando a variação do tônus muscular no início e no final de cada sessão de massageamento e no início da primeira e no final da última sessão. (RESULTADOS) No sujeito A com diagnóstico de atetose espástica o massageamento mostrou-se benéfico aos aspectos emocionais que acabaram sendo observados, nas primeiras sessões apresentou-se apreensiva, desconfiante e amedrontada com a nova experiência que foi submetida mas com o passar das sessões mostrou-se tranqüilizada e segura,  sendo que a massagem resultou na diminuição do grau do tônus muscular somente do membro superior direito e manutenção dos outros membros, demonstrando que a massagem não mostrou-se benéfica quanto a normalização do tônus muscular, mas sim na manutenção desse. O sujeito B apresentou, na maioria das sessões manutenção do grau da Escala de Ashworth, somente 4 das 14 sessões ocorreram diminuição do grau, este resultado demonstra aceitação do massageamento pela criança, ficando esta satisfeita em receber a massagem Shantala, apesar de não ocorrer melhora do tônus muscular somente manutenção desse, encontrado nesta criança nas demais sessões. Em relação ao sujeito C com diagnóstico de tetraparesia do tipo atetose distônica, verificou-se que dos 3 sujeitos da pesquisa foi o que mais variou o grau do tônus, das 48 mensurações realizadas nos membros, 8 resultaram em aumento, 16 em diminuição e 24 mantiveram constantes, observa-se com isso que na maior parte dos membros houve manutenção do grau, além de que dos 3 sujeitos analisados esse apresentou maior diminuição do grau, quando houve aumento do grau foi verificado algum motivo que impedia a aceitação da massagem pela criança.(CONCLUSÃO) Diante dessas considerações, e do fato dos sujeitos da pesquisa possuírem diagnósticos diferentes, embora todos com espasticidade, conclui-se que a massagem Shantala não resultou em normalização da espasticidade durante grande maioria das sessões, mas contribuiu para manutenção desta, com a análise constatou-se grande relação do grau apresentado na Escala de Ashworth com os aspectos emocionais, sociais e de saúde que a criança apresentava durante o massageamento. 

PALAVRAS-CHAVE: Shantala; Paralisia Cerebral; Tônus muscular.