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01/06/2015 - Dissertação revela a força da língua italiana em Rodeio

A mestranda Deise Stolf Krieser, do Programa de Pós-Graduação em Educação, defende sua dissertação na próxima quarta-feira (dia 17), a partir das 9h30min., na sala I-305.
 
Orientada pela professora Dra. Maristela Pereira Fritzen (FURB), ela escreveu um trabalho intitulado “São nossas raízes, é mais uma língua nossa, a língua mãe: representações sobre a língua italiana em um contexto intercultural”. Integram, ainda, a Banca Examinadora as professoras Dras. Rosana Mara Koerner (Univille), Rita Buzzi Rausch (FURB) e Gicele Maria Cervi (FURB).
 
Resumo da aluna
 
As línguas de imigração, ao lado de outras línguas minoritárias, representam uma parcela da diversidade linguística que compõe o Brasil. Este estudo aborda a língua italiana como língua de herança, em um contexto de colonização italiana.
 
A presente pesquisa caracteriza-se como qualitativa de cunho interpretativista e está inserida no Programa de Pós-Graduação em Educação – Mestrado em Educação da Universidade Regional de Blumenau (FURB), na Linha de Pesquisa Linguagem e Educação. Está também vinculada ao projeto “Levantamento do cenário sociolinguístico em comunidades de imigração no Vale do Itajaí”.
 
Objetivamos, com o presente estudo, compreender representações construídas por atores sociais de uma comunidade escolar sobre a língua italiana. Os atores sociais que participaram da geração dos dados foram uma professora de italiano, o diretor e onze alunos de uma escola municipal da cidade de Rodeio, Santa Catarina.
 
O primeiro instrumento utilizado para a geração dos dados foi um questionário aplicado com os alunos de uma turma de sétimo ano do Ensino Fundamental da escola campo de pesquisa. Em seguida, foi realizada uma entrevista individual semiestruturada com a professora de italiano e outra entrevista individual semiestruturada com o diretor da escola. Dos alunos que responderam ao questionário, foram selecionados aleatoriamente cinco para participar de uma entrevista coletiva.
 
As discussões teóricas que norteiam a investigação fundamentam-se nos Estudos Culturais, com relação à interculturalidade e à identidade cultural; na Educação, na Linguística Aplicada e na Sociolinguística, com as questões do plurilinguismo, línguas minoritárias e políticas linguísticas; nos estudos bakhtinianos, no que se refere à interação, ao dialogismo e ao conceito de esferas.
 
As discussões e análises da pesquisa apontam que o italiano é utilizado, de acordo com os sujeitos pesquisados, especialmente em três esferas: a familiar, a escolar e a social.
 
As representações construídas pelos atores sociais sugerem que o italiano está relacionado à cultura, à tradição e à constituição das identidades locais. Inferem-se ainda atitudes em favor da manutenção da língua e cultura italianas, considerando a gradual diminuição do hábito de se falar italiano na comunidade e as políticas linguísticas de ensino do italiano nas escolas municipais. 
Publicação: 01/06/2015 - 12h03 - Gabinete da Reitoria/Jornalismo | Foto(s): Divulgação

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