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28/11/2017 - Livro analisa adoecimento dos trabalhadores com globalização


Depois de concluir seu Doutorado, a professora do Centro de Ciências Jurídicas da FURB, Profa. Dra. Elsa Cristine Bevian, lança nesta quarta-feira, dia 29,  o livro com a síntese de sua tese, intitulado "O adoecimento dos trabalhadores com a globalização da economia e o espaço político de resistência". O lançamento acontece às 20 horas, na Livraria da FURB (bloco I do campus 1).

 
Segundo a autora, há um fenômeno crescente de adoecimento físico e mental dos trabalhadores, com a globalização da economia. "A pesquisa que resultou nesta obra, nos mostra que a saúde do corpo e da mente dos trabalhadores está sendo gravemente afetada pelo capitalismo em que vivemos. Este adoecimento é consequência da competição e concorrência mundial exacerbadas – todas as empresas querem produzir mais, lucrar mais, em menor tempo e com menor custo. O resultado é a pressão exercida sobre os trabalhadores e as trabalhadoras para que produzam em ritmo alucinado, além dos seus limites físicos e mentais. Para conseguir tais objetivos, em muitos casos, as empresas utilizam-se de métodos perversos como o assédio moral, atingindo a subjetividade dos trabalhadores".
 
Este é um fenômeno local e global, explica Bevian. "Acontece em Blumenau, no Brasil, e em todos os continentes, e inclusive em países que muitas vezes são considerados modelos de sociedade desenvolvida e justa, como por exemplo na Alemanha, nos EUA, no Reino Unido, na China e Coreia do Sul. Os trabalhadores, muitas vezes, não podem ser eles mesmos, humanos, precisam ser entes despersonalizados, coisas, objetos, seres sem emoção e razão - representam um personagem. Esta des-humanização do trabalho leva ao sofrimento patológico, através de doenças físicas e psíquicas, no sistema músculo-esquelético, neurológico, na pele, no sistema digestivo, circulatório e outras, reveladas em inúmeros diagnósticos".
 
Para a pesquisadora, as relações no mundo do trabalho estão passando por profundas transformações, e especialmente, desde a década de 70, no Século XX, com a globalização, e com a ocidentalização do modelo produtivo japonês - sistema “just-in-time” e células de produção. Há constantes reestruturações, precarização dos processos e relações nos ambientes de trabalho. Trata-se de fenômeno que vem agravando-se a cada dia, gerando preocupação, especialmente com o sofrimento gerado.
 
 -- A construção do sistema de direitos humanos, nele incluído o trabalho como direito humano fundamental, é uma necessidade diante da globalização econômica. É necessário regulamentar as condições de trabalho de forma igualitária, em todos os países, com a finalidade de coibir o dumping social. A principal pergunta da obra: o que fazer diante da realidade que vivenciamos? Uma das respostas é dada por Spinoza, no século XVII, que sugere o caminho do desenvolvimento da potência de ação através da afetividade, pois os seres humanos têm a necessidade de encontrarem-se uns com os outros para conservar e expandir sua potência, para a auto-preservação. Chegamos num momento histórico em que nós mesmos nos exigimos a reinvenção da ciência, da política e dos pressupostos éticos. É um desafio constante! E são exatamente os desafios que tornam a vida mais interessante de ser vivida! Este é o desafio a que me propus ao escrever esta obra", diz a autora.
Press-release: 28/11/2017 09h08 | Publicação: 28/11/2017 - 09h08 - Gabinete da Reitoria/Jornalismo | Texto: Michel Ivon Imme Sabbagh/Divulgação | Foto(s): Divulgação

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