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AGENDA 


28/06 - Universidade Aberta - Assédio Moral e Sexual

Reunir pesquisadoras renomadas no campo da pesquisa de gênero e violências que possam esclarecer à comunidade acadêmica o que exatamente significa assédio sexual e moral inclusive dentro do contexto da universidade, e dar a essas acadêmicas as ferramentas necessárias para entender quando limites são ultrapassados e como lidar.

 

Esse é o objetivo do próximo Universidade Aberta que vai tratar do tema do assédio moral e sexual. Segundo o dicionário, assédio pode ser definido como: insistência impertinente, perseguição, sugestão ou pretensão constantes em relação a alguém.
 
Já o assédio sexual é um tipo de coerção de caráter sexual praticada geralmente por uma pessoa em posição hierárquica superior em relação a um subordinado, normalmente em local de trabalho ou ambiente acadêmico. O assédio sexual caracteriza-se por alguma ameaça, insinuação de ameaça ou hostilidade contra o subordinado o ganho de algum objeto/objetivo.
 
O assédio é difícil de definir porque pode ocorrer de várias formas. Naquela presencial, quando há toque, ou aquela importunação ofensiva ao pudor, que é quando a pessoa insiste. Até uma cantada, um olhar ou uma piadinha podem ser assédio. Não precisa ter contato físico, pode acontecer apenas no âmbito psicológico. Mesmo piadas feitas em sala de aula, por exemplo, já são um indicativo de que pode vir a configurar um assédio moral. O que mais caracteriza o assédio é a insistência.
 
A questão do assédio envolvendo alunos e professores é ainda mais grave pois quebra regras éticas inerentes à profissão. É precedida pela quebra de um “contrato ético” que envolve as partes. O professor não deve cantar uma aluna por ser uma falha ética. Independente da definição criminal de ser assédio ou não, esse comportamento fere a questão ética. 
 
Ministrantes Convidadas:
 
Tânia Mara Cruz - "A questão do assédio envolvendo alunos e professores é ainda mais grave pois quebra regras éticas inerentes à profissão. É precedida pela quebra de um “contrato ético” que envolve as partes. O professor não deve cantar uma aluna por ser uma falha ética. Independente da definição criminal de ser assédio ou não, esse comportamento fere a questão ética". Possui graduação e licenciatura em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) (1983), especialização em Psicodrama Aplicado no SEDES SAPIENTIAE/SP (1991), mestrado em História pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) (1996) (CAPES 7) e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) (2004) (CAPES 6). Realizou pós-doutoramento em Educação na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP). Atualmente é professora do Programa de Pós-Graduação - Mestrado em Educação da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) dentro da linha Relações Culturais e Históricas na Educação com ênfase em pesquisas ligadas a relações de gênero e raciais-étnicas. Integra o Grupo de Pesquisa em Educação,Infância e Gênero - GEDIG do qual é líder e o Grupo Políticas e gestão da Educação Unisul (Diretório de Pesquisa do CNPQ). Participa em projetos de formação presencial e a distância para professores da educação básica sobre Feminismo, Gênero e Sexualidade. Faz formação em gênero e feminismo junto aos movimentos sociais.
 
Monica Ovinski de Camargo Cortina - mestre em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e cursa o doutorado em Direito na mesma universidade. Atualmente é docente na Universidade do Extremo Sul Catarinense, onde atua como professora das disciplinas de Criminologia e Direitos Humanos das Mulheres. Membro do Núcleo de Pesquisas em Direitos Humanos e Cidadania- NUPEC, desenvolvendo e orientando pesquisas e projetos de extensão nos seguintes temas: gênero, criminologia feminista, violência doméstica, direitos indígenas, mulheres indígenas e segurança pública. É professora extensionista no projeto Amora: capacitando mulheres em direitos humanos.
 
Evento aberto a comunidade. Entrada gratuita.
 
Para Servidores (técnicos e docentes) FURB, inscrições em www.furb.br/formacao
*Docentes FURB e outras instituições que quiserem agendar turmas favor enviar e-mail para universidadeabertafurb@gmail.com
Mais informações no e-mail propex@furb.br
 
Capacidade de público sujeito a capacidade do auditório.

Data: 28/06
Horário: 18h30
Local: Câmpus 1 - Auditório Biblioteca - Prof. Padre Orlando Maria Murphy - Mapa
Informações: Instituto Feminista Nísia Floresta | Rosane Magaly Martins | Telefone: 99104-5555
Publicação: Cultura

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