Conheça os bastidores do Interação FURB 2026 que reuniu mais de 500 pessoas para a realização do evento
Por Caroline Raiser, estagiária de Jornalismo [28/09/2026]
Evento recebeu estudantes do Ensino Médio de mais de 40 municípios para conhecer cursos, laboratórios e possibilidades de formação na universidade
Por trás de um único dia de atividades, existe quase um ano de planejamento. O Interação FURB, realizado em 24 de setembro, reuniu até 8.500 estudantes do Ensino Médio na Universidade Regional de Blumenau (FURB) e mobilizou mais de 500 servidores e estudantes na organização.
Durante o evento, os participantes puderam conhecer diferentes áreas da universidade, visitar laboratórios, participar de oficinas e entrar em contato com possibilidades de formação profissional.
Realizado há mais de 15 anos, o Interação FURB é uma das principais oportunidades para aproximar os estudantes do Ensino Médio da realidade universitária. “É o maior evento que a gente tem para mostrar para o estudante do ensino médio como funcionam as áreas que temos aqui, os nossos cursos, os laboratórios, para auxiliar ele nessa escolha profissional”, explica a assessora de eventos da FURB, Thayná Lehmann.
Um evento que começa muito antes
Embora a movimentação dos estudantes ocorra em apenas um dia, a preparação começa logo após o encerramento de cada edição. A equipe responsável pelo Interação inicia o planejamento do ano seguinte, analisando os resultados, os dados e os retornos dos participantes para identificar o que pode ser aprimorado.
O coordenador de Comunicação e Marketing da FURB, Gregory Martins, explica que o trabalho envolve diferentes etapas, desde o contato com escolas até o desenvolvimento das oficinas e a organização da estrutura necessária para receber os estudantes.
“Existe uma etapa muito grande, que às vezes a universidade não vê, que é a análise desses dados todos, o que a gente pode melhorar, quais são os feedbacks, o que a gente consegue fazer de melhor para o próximo ano”, afirma.
Em 2026, a organização estabeleceu um limite de 8.500 estudantes. A previsão era que as inscrições permanecessem abertas por cerca de duas semanas, mas o número máximo de participantes foi alcançado em apenas 43 horas.
Planejamento para milhares de participantes
Reunião de organização sobre o Interação | Créditos: Gustavo Feo
Com o número de estudantes definido, cada etapa da logística precisou ser organizada com antecedência. As pulseiras de acesso, outra novidade da edição deste ano, foram preparadas duas semanas antes do evento para garantir que chegassem às escolas a tempo da participação dos alunos.
O item serviu como forma de identificação dos participantes durante o Interação e esteve relacionado também ao sistema utilizado para a retirada dos brindes.
Estudantes retirando os brindes após participarem das oficinas | Créditos: Caroline Raiser
A operação envolveu ainda reuniões de alinhamento, treinamentos e organização das equipes que atuaram nos diferentes espaços da universidade. Mais de 500 pessoas participaram diretamente da realização do evento, entre servidores e estudantes.
As equipes ficaram distribuídas pelos campi para auxiliar os participantes em diferentes situações, desde a localização das oficinas até a circulação pelos espaços e a retirada das declarações de comparecimento e dos brindes.
Segurança, transporte e atendimento
Seguranças e voluntários auxiliando no deslocamento dentro do campus | Créditos: Caroline Raiser
Com milhares de estudantes circulando simultaneamente pela universidade, a segurança também fez parte do planejamento. Equipes acompanharam a movimentação dos participantes pelos campi e auxiliaram nos deslocamentos e nas travessias.
A FURB também contou com uma equipe de ambulâncias de prontidão durante o evento para atender possíveis intercorrências de saúde. O transporte entre os campi foi outra parte da estrutura disponibilizada para facilitar o deslocamento dos estudantes até os locais das atividades.
O transporte entre campi funcionou durante todo o evento | Créditos: Caroline Raiser
Para Thayná, um dos principais desafios da organização é justamente fazer com que todas essas informações cheguem aos participantes e tornar a experiência mais simples para quem está conhecendo a universidade.
“A gente sabe que é fácil se perder aqui dentro [da universidade]. Então, a gente tenta facilitar ao máximo e trazer essa parte do evento um pouquinho mais facilitado, se encontrar aqui dentro”, comenta.
1.111 oficinas em 238 temas
Oficina de telejornalismo | Créditos: Caroline Raiser
A programação de 2026 também refletiu a diversidade de áreas disponíveis na universidade. Foram 238 temas e 1.111 oficinas ofertadas por 38 cursos.
As atividades permitiram que os estudantes tivessem contato direto com professores, estudantes universitários, laboratórios e diferentes áreas de conhecimento. Para a reitora da FURB, Márcia Cristina Sardá Espindola, essa aproximação é importante em um momento de escolha profissional.
“Às vezes [o estudante] têm dúvidas de que curso fazer, a profissão que vai seguir. E nós queremos ajudá-los nesse momento tão especial da vida deles”, destaca.
Além de apresentar os cursos, o Interação também possibilita que os estudantes conheçam a infraestrutura da universidade e tenham contato com atividades de ensino, pesquisa, extensão, inovação e cultura.
Bastidores também têm personagens
InteraCão assinando o mural com os estudantes | Créditos: Caroline Raiser
A movimentação do Interação não ficou restrita às oficinas. Servidores e voluntários também participaram da programação vestidos como mascotes, interagindo com os estudantes, tirando fotos e contribuindo para deixar ambiente mais descontraído.
O InteraCão, mascote oficial do evento, dividiu espaço com personagens de diferentes cursos durante a programação. A presença das mascotes foi uma das formas encontradas pelas equipes para tornar a visita mais dinâmica.
No fim, a experiência que o público acompanha durante um dia é resultado de um trabalho que se estende por meses. Da definição das oficinas à distribuição das pulseiras, do transporte à segurança, cada etapa depende da atuação conjunta de diferentes equipes.
“Esse ano, a gente quer que a experiência do aluno seja incrível, que ele tenha acesso a essas oficinas, essa estrutura da universidade, se encontre, entenda o que ele quer para o futuro dele”, resume Thayná.
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