Egressos da FURB compartilham impactos do mestrado em Saúde Coletiva na atuação profissional
Por Victor Guerreiro, estagiário de Jornalismo [31/08/2026]
O papel da formação em Saúde Coletiva na atuação profissional e na transformação dos serviços de saúde foi uma das principais discussões no Fórum de Egressos do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da FURB, realizado na noite desta terça-feira (25), no Auditório da Biblioteca. O encontro reuniu profissionais que concluíram o mestrado para compartilhar as experiências e discutir os caminhos percorridos depois da formação.
Este já foi o quinto encontro do programa de Saúde Coletiva e segunda edição do Fórum de Egressos. A professora e uma das fundadoras do fórum, Deise Maria Vargas, explica que a proposta de acompanhar as trajetórias dos profissionais formados pelo programa é fundamental para compreender de que maneira esses conhecimentos adquiridos durante o mestrado continuam presentes na atuação profissional. A professora Luciana Bisio Mattos, coordenadora do PPGSC, acrescenta ainda que a formação em Saúde Coletiva não termina com a conclusão do curso.
“O mestrado é uma porta de entrada para esse campo da Saúde Coletiva, mas esse egresso vai continuar atuando como um ator no campo da Saúde Coletiva, problematizando e fazendo transformações sociais”, elabora.
Por ter um caráter profissional, o mestrado busca aproximar a produção de conhecimento no meio acadêmico das realidades encontradas pelos profissionais nos locais de atuação. Segundo Luciana, muitos egressos aplicam os resultados das pesquisas diretamente nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), o que contribui para o aperfeiçoamento de serviços e até implementação de políticas públicas municipais.
A nutricionista, mestre em Saúde Coletiva e professora Rárica Isidório Sampaio Feitosa de Matos Vieira é uma das profissionais que levou essa formação para diferentes áreas de atuação. Para ela, o mestrado ampliou a maneira de compreender os problemas relacionados à saúde, indo além de uma perspectiva exclusivamente clínica.
“Como eu sou nutricionista de formação, a Saúde Coletiva traz muito um olhar para além do olhar clínico. A gente passa a olhar para o indivíduo não só de uma forma pessoal, mas vendo todo o contexto em que ele está inserido”, afirma.
Rárica conta que a formação também teve um impacto na carreira como docente e pesquisadora. Atualmente, ela atua como professora na FURB e trabalha com ensino e pesquisa, áreas que, segundo ela, foram fortalecidas a partir dos conhecimentos adquiridos durante o mestrado.
Esse momento de reencontro entre os profissionais também permite conhecer o que aconteceu depois da conclusão do curso. A psicóloga Joele Silva de Mesquita foi uma das responsáveis pela criação do primeiro Fórum de Egressos, desenvolvido a partir de sua dissertação de mestrado.
“Não tem como a gente passar por esse mestrado e sair igual. Eu vejo que a minha prática se qualificou mais ainda e eu aprendi a buscar mais respaldo, a pesquisar de forma mais crítica”, relata.
A programação integrou ainda o movimento de preparação para o I Congresso de Saúde Coletiva em Perspectiva, que tem como tema “Conexão entre uma só saúde, justiça social e bem viver”. Para os participantes, o momento representa uma oportunidade de olhar para a trajetória construída durante o mestrado e, ao mesmo tempo, discutir os próximos caminhos da Saúde Coletiva.