Estudantes de Artes Visuais da FURB protagonizam exposição que revela detalhes da arte tridimensional
Por Lucas Adriano [05/03/2026] [17 h18]
Está aberta à visitação até 21 de março, no saguão de entrada do bloco A do campus 1 da FURB, a exposição “Abstração Celular”, de autoria de estudantes do curso de Artes Visuais da FURB. No espaço, estão expostas dezenas de peças tridimensionais abstratas confeccionadas em blocos de concreto celular, que se trata de um material poroso, que permite revelar inúmeros detalhes da personalidade e dos objetivos do artista que há por trás de cada obra.
A exposição é resultado de uma disciplina de atividades práticas ministrada pela professora Roseli Kietzer Moreira. Ao longo de semanas, martelos, picaretas, luvas especiais, lixas e até pedras foram usados amplamente pelos quinze acadêmicos que assinam a exposição para lapidar cada escultura. A inspiração veio da vida e obra de Pita Camargo, artista blumenauense, que foi convidado para abertura da exposição, realizada na noite da última terça-feira (3).
“Lapidar no cimento celular é o princípio de lapidar na pedra, lapidar na madeira e é um exercício muito interessante aqui na Universidade. O resultado é fantástico, daqui sairão não apenas obras, mas com certeza muitos artistas”, destaca Pita Camargo.
Para os estudantes, a abertura da exposição foi um momento de vários sentimentos, como alegria, orgulho e, ao mesmo tempo, alívio. Posando para fotos ao lado da sua escultura e das amigas de turma, a jovem Camilly Pereira recorda que o gosto pela arte tridimensional veio a partir de trabalhos anteriores realizados com argila na mesma disciplina. Para ela, cada escultura tem uma história a contar, de erros e acertos, sendo que nenhuma sensação se iguala a ver o público apreciando cada trabalho final.
“Foram algumas boas semanas de muito trabalho, até a gente usou uma luva e em algum momento ela furou, machuquei meu dedo, dei martelada no dedo, (...) mas eu gosto muito de tudo que é tridimensional. Então, desde ter a ideia do abstrato que a gente tinha, até ver o resultado disso, foi um processo muito legal”, afirma a estudante.
Segundo a professora Roseli Kietzer Moreira, é fundamental não somente o contato prático dos estudantes com o fazer artístico, com profissionais reconhecidos pelas suas obras, mas principalmente ter a experiência de levar a arte principalmente para os ambientes nos quais estes acadêmicos irão trabalhar, seja em sala de aula, seja num ateliê. “É uma experiência para os acadêmicos, como forma de se sentir como artista, como é ser um agente transformador também, um produtor de arte. (...) Aproveito então para convidar a todos a vir conhecer a exposição, ela está muito bonita e é resultado da nossa disciplina de Escultura, da quinta fase do curso de Artes Visuais”, conclui.

