FURB marca presença no Prêmio Queijo Brasil e no Festival Nacional do Queijo

FURB marca presença no Prêmio Queijo Brasil e no Festival Nacional do Queijo

Foto: Lucas Adriano

De 23 a 26 de julho, o Parque Vila Germânica em Blumenau sediou o Festival Nacional do Queijo, que reuniu centenas de produtores de queijo e derivados do leite ao longo de uma ampla programação cultural, de capacitação dos produtores e de reconhecimento aos melhores produtores nacionais. Identificando-se como o maior encontro do queijo artesanal, o festival teve em sua programação o Prêmio Queijo Brasil, que buscou premiar os melhores produtores artesanais de queijo, com pesquisadores da FURB presentes na condição de avaliadores.

“A vida é um constante aprendizado. Em meus 30 anos de FURB, acredito que propiciamos não apenas uma contribuição com o crescimento da cidadania dos alunos, não apenas como formação acadêmica estrita, mas como construção de vida. E isso não pode parar quando a gente aposenta. Então todo esse conhecimento, eu sempre tive muito vivo durante o tempo em que fiquei na Universidade, trabalhei com extensão, com análise sensorial e eu considero isso aqui como uma atividade de extensão da FURB”, afirma a jurada Mercedes Gabriela Reiter, que atuou como professora da FURB por mais de 30 anos e que atualmente está aposentada.

Ao longo da programação, mais de 80 expositores passaram pelo setor 3 do Parque Vila Germânica, expondo seus produtos e marcas das mais diferentes regiões brasileiras. O Festival Nacional do Queijo contemplou uma feira tecnológica, premiações, oficinas, atrações gastronômicas e musicais. Segundo os organizadores, é fundamental que a Universidade esteja envolvida em programações como esta para conferir uma credibilidade ainda maior nos critérios técnicos adotados, contribuindo para a valorização de culturais regionais, conferindo autenticidade e rigor científico em prol da excelência do produto que será levado ao consumidor.

“Os pesquisadores são imprescindíveis no setor do queijo. Sem eles e sem a pesquisa científica, esse festival não acontece, sem a pesquisa científica, não temos queijo nas gôndolas dos mercados e das lojas especializadas. Eles são parte fundamental do profissional e do empresário do setor do queijo. As Universidades Públicas, principalmente, são um valor do país, do território e fomentam a pesquisa, isso é um valor inestimável”, afirma Bruno Cabral, diretor do Prêmio Queijo Brasil e um dos representantes da organização do Festival Nacional do Queijo.

Recentemente, pesquisadores da FURB foram contemplados em um edital destinado à agroinovação, com fomento estadual, para valorização, qualificação dos produtores e caracterização do queijinho branco enquanto um prato tradicional da gastronomia do Vale do Itajaí. A pesquisa, que conta com o apoio de órgãos estaduais e intermunicipais da região de Blumenau, avalia aspectos físico-químicos e microbiológicos do queijinho branco, aprofundando um trabalho já realizado há pelo menos 15 anos, que teve início com o queijo kochkase.

“Onde nasci, era muito comum naquela época todas as famílias terem vaca, terem o seu leite próprio, né? Então a gente fazia o kochkase em casa. Para mim, foi uma honra ter participado do desenvolvimento das primeiras pesquisas com queijo na FURB lá em 2010, sabendo que uma tradição da cultura alemã está sendo perpetuada”, afirma Marian Natalie Meisen, servidora que atua como técnica de laboratório no Departamento de Engenharia Química da FURB e que também participou do Prêmio Queijo Brasil.

“Este evento acaba sendo uma fonte de ligação entre os órgãos fiscalizadores, orientação desses produtores e toda a comunidade que possa conhecer os produtos das regiões, como é o caso do nosso queijinho branco e do kochkase, que a FURB teve o privilégio de participar do processo de análise de estudos, que gerou então os regulamentos técnicos de qualidade e identidade do queijinho branco e do kochkase, que é um estudo muito importante e um avanço para nossa comunidade” complementa a professora Carolina Krebs de Souza, do Centro de Ciências Tecnológicas (CCT) da FURB, que coordena esta pesquisa.

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