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EVENTOS


22/04 a 30/04 - Exposição Itinerante de fotografias “Mbyá Rekó: o modo de ser Mbyá-Guarani”

tekoá vy’a Mbyá-Guarani, Aldeia Feliz, está situado na localidade de Águas Claras em Major Gercino, região Noroeste da Grande Florianópolis, Vale do rio Tijucas, estado de Santa Catarina, Brasil. O grupo, sendo 120 pessoas, 27 famílias, estabelece diariamente o modo de ser Mbyá com pensamentos coletivos, ações e estratégias que assegurarem a vida de suas famílias e a permanência de seu meio ambiente cultural para as futuras gerações. Até os dias atuais o grupo Mbyá-Guarani busca viver o nhade rekó e dar continuidade às formas ditas “tradicionais” para o fortalecimento de suas referências identitárias nas conversas com os xeramõi, os mais sábios. Tradicionalmente os grupos Guarani habitavam um vasto território entre o Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolívia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo e, atualmente, encontram-se confinados em pequenas ilhas com algumas aldeias sem a devida demarcação regularizada pelo Estado (BRIGHENTI, 2012; LADEIRA, 2008). As terras atuais foram adquiridas em 2009 com recursos advindos do convênio entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes/DNIT e a Fundação Nacional do Índio/FUNAI pela duplicação da BR-101 trecho Palhoça (SC) – Osório (RS). Nesse projeto governamental trinta aldeias de diferentes grupos foram impactadas. Atualmente os Mbyá-Guarani se organizam principalmente pela demarcação de terras para assegurar a continuidade do grupo, da tradição, de sua cosmologia e do seu sistema alimentar, já que há um crescente número de nascimentos de crianças nas aldeias. 
A exposição traz a possibilidade de um diálogo com o público sobre a questão indígena nos dias atuais. universidade um importante espaço de reflexão e maturação de temas que envolvem as discussões cotidianas sobre a sociedade. Espera-se com as fotografias propor novos olhares sobre uma aldeia indígena Mbyá-Guarani, sobre identidade cultural, alteridade e respeito à diversidade. A intenção é dar visibilidade ao grupo e trazer a reflexão sobre tradição e cultura como patrimônio do grupo. Outra questão importante é a reivindicação do grupo Mbyá por maiores e melhores terras para poderem dar continuidade ao seu modo de ser e viver. A migração é uma prática constante para os Mbyá com a ocupação de novas terras devido ao aumento do nascimento de crianças. É um direito dos grupos autóctones assegurado pela Constituição Federal, uma vez que habitavam o território antes da chegada dos colonizadores europeus. Com o impacto do contato durante a colonização esse grupo Mbyá-Guarani foi forçado a mudar seus hábitos, porém muitos de seus costumes são praticados na atualidade, uma vez que a tradição oral dos ensinamentos é repassada de uma geração para outra.  
A universidade institui a Política de Acesso e Permanência dos Estudantes Indígenas da FURB com o processo de acolhimento de estudantes indígenas pela Resolução nº 012/2018, de 26 de fevereiro de 2018Faz-se necessário incentivar as boas práticas de convivência e o reconhecimento ao direito do outro, para que se considerem os diferentes grupos culturais que habitam o mesmo território. 
 
Fotografias de parai» Andreia Benitekuaray» Alexandre OrtegaDaniela MatthesMarilda CheccucciPaula Sofia da Igreja; e, Vandreza Amante Gabriel. 
 
Organizaçãowerá tukumbó» Augustinho Moreira tekoá vy’aMarilda Checcucci; e Vandreza Amante Gabriel. 
 
Documentário orérembiú eteíhttps://www.youtube.com/watch?v=TK5XN4oaXO0 
Realização: Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional - PPGDR/FURBGrupo de pesquisa Patrimônio Cultural, Identidade, Memória e Desenvolvimento RegionalNúcleo de Estudos Indígenas (NEI); e Divisão de Cultura. 
Referências: 
BRIGHENTI, Clovis Antonio. Povos Indígenas em Santa Catarina. In: NÖTZOLD, Ana Lúcia Vulfe; ROSA, Helena Alpini; BRINGMANN, Sandor Fernando (orgs.). Etnohistória, história indígena e educação: contribuições ao debate. Editora Pallotti. Porto Alegre (RS) 2012.  
LADEIRA, Maria Inês. Espaço geográfico Guarani-Mbyá: significação, constituição e uso. Maringá, PR: Eduem. São Paulo: Edusp, 2008. 
 
Aberto a toda comunidade. Entrada Gratuita. 

Data: 22/04 a 30/04
Horário: Segunda a sexta: 7h30 às 22h Sábado: 8h às 17h
Local: Câmpus 1 - Bloco S - Mapa
Informações: Divisão de Cultura | cultura@furb.br | +55-47-3321-0399
Publicação: Cultura

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