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EVENTOS


30/05 a 21/06 - Exposição Drømmer om Skov

Para a produção das séries de imagens que serão expostas, desenvolveu-se um processo de trabalho no qual se aliou a teoria à prática diária em laboratório fotográfico, tanto quanto o ato de costurar e de desenhar sobre as fotografias. O início dos trabalhos se deu com a captação de imagens em filmes p&b de 35 mm. Os negativos foram revelados e digitalizados e, em seguida, as imagens sofreram alterações a partir de um programa editor. Após serem impressas em papel fotográfico, as mesmas passaram por um processo manual no qual se acrescentou manchas com tinta a óleo e com tinta acrílica, riscos com estilete, costuras com linhas, colagem com diferentes tipos de papéis, inserção de alfinetes, pregos e grampos, etc. Por fim, as fotografias foram impressas em tecido por sublimação em grandes dimensões.

 

Tem-se imagens fotográficas de base química em p&b e suas perdas resultantes como catalisadoras de um processo artístico no qual se desenvolveu uma série de trabalhos que dialogam com o conceito de latência expresso por Joan Fontcuberta e o de Arte Mestiça, estudado por Icleia Cattani. As obras envolvem processos de miscigenação: foram alternadas e justapostas técnicas e matérias, processos e meios que, por vezes, podem ser considerados antagônicos, como por exemplo, os da tecnologia digital e os da manufatura.

 

No trabalho desenvolvido, as imagens fotográficas agem como catalisadoras de um processo de recuperação de perdas: perda do tempo da fotografia, incluindo o tempo de latência da imagem, e de suturas. Sobre o estado de latência em fotografia, Fernando Braune, no livro O Surrealismo e a estética fotográfica (2000), afirma que o mesmo costuma ser angustiante, visto que em tal processo sempre se trabalha em dois extremos: antes da revelação, quando nada se tem além de fantasias; e o momento posterior, na ocasião em que esses vislumbres são rompidos ao se retirar o filme do tanque de revelação e colocá-lo contra a luz. O conjunto de obras “Samy’s dreaming about the forest” (2015) é composto por 08 fotografias Nesses trabalhos a artista insere sua própria imagem distorcida em ambientes oníricos.

 

Samy Sfoggia (Porto Alegre/RS, 1984) é licenciada em História pela FAPA (2007), bacharel em Artes Visuais pela UFRGS (2014) e pósgraduada em Arte, Corpo e Educação pela mesma instituição (2009). Atualmente é responsável pelo laboratório de fotografia do Instituto de Artes da UFRGS. Em 2012, atuou como bolsista de iniciação científica no projeto de pesquisa “Procedimentos de contato: desdobramentos da fotografia em imagem numérica na arte da atualidade”, coordenado pela professora Drª. Elaine Tedesco. Participou de diversas exposições coletivas e individuais e teve seu trabalho comentado em livros e revistas online. Foi vencedora do Concurso Garimpo 2014, da Revista DASartes. Em 2015, a Azulejo Arte Impressa publicou seu livro Drommer om Skov, com fotografias da série "Samy's dreaming
about the forest".


Data: 30/05 a 21/06
Horário: Seg a Sex 7h às 22h e Sáb 7h às 17h
Local: Câmpus 1 - Salão Angelim - Mapa
Informações: Divisão de Cultura | PROPEX | (47)3321-0937 | cultura@furb.br
Publicação: Cultura

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